Uberização e moedas digitais

É incrível a crescente “uberização” das relações de trabalho. Eu tenho a impressão de que se está reinventando – por experiência e erro – o conceito de GUILDA, que era o nome genérico dado às corporações de ofício medievais.

Eu uso Uber e 99, e converso muito com os motoristas. Percebo claramente esse espírito corporativo. Eles se sentem participando de um “conceito”. O próximo passo, podem apostar, será alguma forma de plano de previdência e saúde – privado e internacional – baseado em MOEDAS DIGITAIS.

Eu tenho usado também o Fiverr. O espírito é o mesmo, ainda que menos evidente à primeira vista. Em comum, o respeito às regras estabelecidas e ao cliente para não ser desligado da guilda.

Se pensarmos no rumo que o trabalho vai tomando no mundo digital-globalizado, nada impede que alguém participe das duas guildas – o Fiverr e o Uber, por exemplo – e dirija um táxi nos momentos em que não tem uma ilustração para fazer.

E, mais interessante, que participe dos fundos de previdência e saúde de cada corporação.

Por outro lado, sendo inclusive monetariamente digital, nada impede que o sujeito que participe da guilda trabalhe em diferentes partes do mundo, ou comece trabalhando no Brasil e acabe se aposentando na Tailândia.

Teríamos assim uma especie de internacionalização real e geral da economia, uma verdadeira globalização de serviços e salários.

Estou cada vez mais convencido que o futuro são as moedas digitais combinadas com as novas guildas que irão substituir os Estados falidos.