Tarantino: a estetização da imbecilidade

Assisti ontem no Stremio Era uma vez em Holywood.

Estou convencido de que o Tarantino é autista.

Ele é capaz de memorizar cenas de cinema, movimentos de câmera de um modo incomum, mas é absolutamente incapaz de sintetizar emoções, sentimentos, argumentos complexos. O verbo perfeito para traduzir essa ideia é o inglês “to realize” com todas as suas ressonâncias em português. Ele é incapaz de realizar emoções. É impressionante. É tudo de uma superficialidade que “uma formiguinha atravessaria com água pelas canelas”, como diria Nelson Rodrigues.

O filme chega ser um insulto ao brincar com um dos crimes mais chocantes e brutais da segunda metade do século passado. Quem viu a série Mindhunters lembra que a chacina deu impulso ao projeto do policial que insistia que o crime havia alcançado um novo patamar.

Tarantino transforma o crime num conto de fadas. A mim denota uma completa incapacidade de lidar com a realidade, com emoções ambíguas e complexas.

Enfim, uma lamentável perda de tempo.

Por acaso, agora há pouco, passando os olhos pela comunidade da rede social Ello percebi que o Tarantino não é a exceção, mas a regra.

É apavorante.